A teleconsulta tem se tornado uma alternativa viável e necessária na área da saúde, especialmente durante e após a pandemia de COVID-19. Para fisioterapeutas, essa modalidade de atendimento oferece uma nova forma de interagir com os pacientes, garantindo a continuidade do cuidado em um formato não presencial.
Neste artigo, vamos explorar o que é a teleconsulta na fisioterapia, como ela deve ser realizada, quando não é recomendada e as melhores práticas para garantir um atendimento eficaz.
A teleconsulta na fisioterapia refere-se à consulta clínica realizada à distância, onde o fisioterapeuta pode avaliar e orientar o paciente por meio de plataformas digitais. Essa prática foi regulamentada pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) através da Resolução nº 516/2020, que permite que os profissionais da área realizem atendimentos de forma remota.
Durante a teleconsulta, o fisioterapeuta pode utilizar métodos síncronos (como videochamadas) ou assíncronos (como troca de mensagens ou vídeos gravados) para interagir com os pacientes. A teleconsulta é especialmente útil para:
Avaliação Inicial: Permite ao fisioterapeuta realizar uma avaliação preliminar do paciente.
Orientação sobre Exercícios: O profissional pode demonstrar exercícios e técnicas que o paciente deve realizar em casa.
Acompanhamento: Facilita o monitoramento do progresso do paciente e ajustes no tratamento.
Para garantir que a teleconsulta seja eficaz e segura, alguns passos devem ser seguidos:
O fisioterapeuta deve escolher um local tranquilo e bem iluminado para realizar a consulta. O ambiente deve ser livre de distrações e ruídos para garantir uma comunicação clara.
Antes de iniciar a teleconsulta, é fundamental obter o consentimento informado do paciente. Isso inclui explicar como funcionará a consulta, quais dados serão coletados e como serão utilizados.
Ambas as partes devem verificar se possuem acesso à tecnologia necessária para a consulta, como internet estável, câmera e microfone funcionando adequadamente. É importante também escolher uma plataforma segura e confiável para realizar o atendimento.
Durante a consulta, o fisioterapeuta deve realizar uma avaliação inicial detalhada, coletando informações sobre a condição do paciente, histórico médico e limitações físicas. Perguntas abertas podem ajudar a entender melhor as necessidades do paciente.
O fisioterapeuta pode demonstrar exercícios que o paciente deve realizar em casa. É importante explicar cada movimento com clareza e verificar se o paciente consegue reproduzir corretamente as instruções.
Após a teleconsulta, o fisioterapeuta deve registrar todas as informações relevantes sobre o atendimento, incluindo observações feitas durante a avaliação e orientações dadas ao paciente.
Embora a teleconsulta seja uma ferramenta valiosa, existem situações em que não é recomendada:
Pacientes com condições agudas que exigem intervenção imediata ou avaliação física detalhada não devem ser atendidos por teleconsulta. Nesses casos, um atendimento presencial é essencial.
Se o paciente apresenta limitações cognitivas significativas que dificultam a compreensão das orientações ou não possui habilidades tecnológicas básicas para participar da consulta, a teleconsulta pode não ser adequada.
Quando há necessidade de exames físicos específicos ou intervenções manuais que só podem ser realizadas pessoalmente, a teleconsulta não será suficiente.
Pacientes que não têm acesso à tecnologia necessária (como smartphones ou computadores) ou à internet estável não poderão participar efetivamente da teleconsulta.
Além das questões clínicas envolvidas na teleconsulta, os fisioterapeutas também devem considerar aspectos administrativos e financeiros relacionados ao seu trabalho:
Um contador pode ajudar os fisioterapeutas a gerenciar suas finanças pessoais e empresariais, garantindo que todas as receitas e despesas sejam registradas corretamente.
Os profissionais precisam estar atentos às suas obrigações fiscais, incluindo o pagamento de impostos como o ISS (Imposto Sobre Serviços). Um contador pode fornecer orientação sobre como cumprir essas obrigações adequadamente.
Um contador experiente pode ajudar na elaboração de um planejamento tributário eficiente, identificando oportunidades para reduzir a carga tributária legalmente.
Um contador pode auxiliar na correta emissão de notas fiscais para os serviços prestados durante as teleconsultas, garantindo conformidade com as exigências legais.
Consultar um contador também pode ser útil em questões legais relacionadas ao exercício da profissão, especialmente em tempos de mudanças nas regulamentações devido à pandemia.
A teleconsulta representa uma evolução importante na prática da fisioterapia, permitindo que os profissionais atendam seus pacientes com flexibilidade e eficiência. No entanto, é fundamental seguir boas práticas durante esse atendimento remoto para garantir resultados positivos.
Além disso, contar com o suporte de um contador pode ajudar os fisioterapeutas a gerenciar suas finanças e obrigações fiscais de maneira eficaz, permitindo que eles se concentrem no que realmente importa: oferecer cuidados excepcionais aos seus pacientes.
Com planejamento adequado e atenção às necessidades dos pacientes, os fisioterapeutas podem aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela teleconsulta em sua prática profissional.
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